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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Funcionários Públicos

Ser funcionário público é ideia para muitos, pessoas que têm pouco trabalho, que passam os dias na conversa e que maltratam o publico. Bem, não sei como é noutros serviços públicos mas garanto que no meu, há dias que é difícil arranjar um minuto nem que seja para ir á casa de banho, conversar mesmo sendo por motivos de trabalho somos chamados para baixar o tom e quanto ao público dou graças a Deus que não os tenho que atender porque de vez enquando aparece com cada um que exige até a máxima paciência ao Ghandi.

Nesta altura de verão, quando uns vão e os outros voltam das férias, temos que ser polivalentes em tudo, desde estafeta, recepcionista, informática, fiscal, motorista ou administrativo, temos que ser de tudo um pouco para mantermos o serviço em pleno funcionamento.

Nunca mais chega a hora das minhas férias, ufh….

Para agravar a situação, inventaram também a avaliação intermédio, isto é ver se estamos a cumprir os nossos objectivos e claro perder mais tempo para as análises e preparação de relatórios etc. Os objectivos para os superar é só para quem não tem família nem vida, para podermos cumprir o que temos para fazer, controlar o que os outros têm para fazer e ainda ajudar os que não sabem fazer, talvez só acampando muitas vezes no serviço e mesmo assim será difícil superar, com a ideia de claro, obter um prémiozinho de desempenho e a possibilidade de subir de categoria porque supostamente não é para cumprirmos tudo a 100%, pelo menos foi o que deu a entender nas sessões de esclarecimento do SIADAP.

Não tenho nada contra os objectivos, até acho bem sermos avaliados consoante eles e também pelas nossas atitudes e desempenho. O problema é para quê? Quando para além dos objectivos atribuídos a cada um temos sempre um montão de todo o resto para fazer, como é contabilizado esse resto? Qual a motivação quando a maior parte do pessoal está há 10 ou 15 anos na mesma categoria? Qual a motivação quando nem sequer o direito a concursos temos? Dizem que é para maior justiça, porque todos tinham sempre ´muito bom´ e agora? Há cotas mínimas para atingir os excelentes e muito bons e os bons são para a maioria na mesma! Seria justo se fossemos todos iguais mas não somos, então ficamos na mesma com excepção de alguns que têm direito a prémios, subida de categoria etc…etc…o ambiente depois de cada avaliação anual nos serviços é de cortar á lâmina.

Arranjaram maneira de nunca mais subirmos na vida, e quem não estiver bem que arranjem melhores condições noutro lado, boa maneira de reduzir o numero de funcionários sim senhor, estamos numa fase de termos que sujeitar a tudo e dar graças a Deus só por termos um emprego, agora condições? Só para quem manda e preferencialmente em Lisboa porque o resto são paisagens!

1 comentário:

Guimaraes disse...

Excelente retrato. Falam 37 anos de experiência....
Só se esqueceu dedizer que os tais 25% de "excel~encias" são para os devidamente habilitados com o "cartão" partidário adequado.
Tudo o resto é paisagem, declarações de honestidade e transparência e a habitual retórica de que já estamos todos fartos.

 

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