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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Os Zombies da Sociedade

Ultimamente, sempre que chego perto do meu serviço vejo uns arrumadores de carros perto dos estacionamentos com parquímetros a tentarem arranjar alguns trocos e a indicarem os lugares vagos para todos os automobilistas que pela rua passam. Por vezes com tanta ganância que pouco falta para serem atropelados.

Olho para aquelas pessoas que mais parecem uns zombies, com aqueles olhos sem vida, a pele amarelada a repetirem vezes sem conta aquele gesto com o dedo indicador para que os carros lá estacionarem no lugar onde querem.

Pessoas que com certeza um dia já foram normais, que por uma razão ou outra viraram-se para o mundo da droga, talvez por mera brincadeira na juventude ou talvez para fugirem de pressões, para aliviar certa dor ou, com certeza para fugirem de uma realidade que não conseguiram suportar mas que agora é um poço sem fundo que dificilmente sairão um dia.

Alguns chamam-lhes doentes outros de dependentes, mas que são uns corpos que por aí andam sem rumo são, e enquanto o vicio não aperta vão arranjando dinheiro para o próximo aperto e os dias deles são passados sempre com o mesmo fim, arranjar a próxima dose, aquele prazer momentâneo que os prendem para o resto da vida.

A educação sobre as drogas é tão importante como a educação sexual, pois é uma fase que na juventude não nos escapa. Haverá sempre aqueles amigos mais atrevidos que nos apresentarão um dia, um charrito ou um cheirinho e caberá a cada um controlar depois o futuro da sua vida.

Todos que caíram nesse vício pensaram que tinham tudo sob controlo, até um dia anos depois, acordarem e vêm que a vida que um dia tiveram já não é mais a mesma, que os amigos se distanciaram e a maior parte da família também. Uma triste realidade que como esses arrumadores, traficantes e prostitutas enfrentam diariamente. É um cancro social muito difícil de solucionar, muitas vezes é possível junto às instituições religiosas pois só aí o vazio desse vicio é preenchido pela vida mais espiritual, com pessoas muito compreensivas e com muito amor.

A prevenção tem que passar pela educação, na escola e em casa, só o combate já vimos que não é possível, é um negócio com tanto lucro que não há policia ou governos que resistem.

É triste passar por essas pessoas, e olhar para os seus olhos vazios, sentir a sua vida sem rumo, que mais tarde ou mais cedo o destino certeiro será uma morte por overdose ou um entrar e sair dos estabelecimentos prisionais por crimes praticados para arranjar a sua dosezinha.

Pessoas que um dia, com certeza já tiveram uma vida...

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